De início, a falta de percussão e tambores causa estranheza aos ouvidos das pessoas que estão ali na Praça das Artes, Cultura e Memória, no Pelourinho, para assistir ao concerto do NEXT.
A banda faz um som auto-denominado afro eletro acústico.
É África, mas é contemporâneo. Onde estão as referências ao tribal, ao exótico, ao tradicional? Foram engolidas, digeridas, repaginadas, reescritas. As pessoas primeiro estranham, algumas perguntam, num primeiro momento desconcentram-se, mas depois ouvem tudo, hipnotizadas.
Dois baixos – dos músicos Ricardo Manuel e Marita Silva – substituem a percussão tradicional. Uma bateria elétrica tocada por Fernando Alvim acompanha, mas não dita o ritmo da música. A guitarra de Divaldo Cardoso e o violão de Ivo Mingas completam a banda. Os músicos são acompanhados pela voz doce do vocalista Nuno Mingas.
Tudo é tocado e cantado com suavidade, delicadeza, sem excessos. Assim como na exposição inaugurada há pouco, menos é mais. E é exatamente isso que surpreende e encanta. O som do NEXT é apaziguador, inquietante, emocionante, sincero, carregado de referências e emoções de muitos tempos e sítios. As projeções de imagens de Luanda contemporânea carregam o ambiente de ainda mais urbanidade.








































































































































